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Judeu Marginal: um "pé na porta" do clichê e uma mensagem desafiadora no primeiro single




Quando se ouve o termo "Judeu Marginal", qual a primeira figura história que vem até sua mente? Se você pensou em Jesus Cristo, você com certeza entendeu o propósito da banda ao escolher exatamente este nome para seu projeto. Mas já aviso: não se trata de uma banda de Rock Cristão ou Gospel, trata-se apenas de uma banda com membros cristãos que fazem Rock. E sim, isto faz toda a diferença.


Limitar-se a um rótulo específico pode fechar portas que não precisam ser fechadas e a banda entende isto. Mesmo que o nome traga a figura mais importante do cristianismo como referência, não é este o foco: a banda pretende trazer reflexões em suas letras, protestos e conceitos que sim, flertam com o cristianismo, mas não tendo apenas cristãos como foco. Afinal, se o nome definisse a obra, Lamb of God seria uma banda cristã também (o que, pelas letras da banda, é fácil perceber que está longe de acontecer).


Mas, mesmo que se refira a Jesus Cristo, é nítido que não se trata de um nome "fofo". No caso, a escolha da palavra "marginal" para integrar o nome da banda é pelo seu significado de "estar a margem", mas também faz referência ao importante movimento literário que ocorreu na literatura brasileira na década de 70 chamado de Poesia Marginal.


“Este significado pejorativo e automático da palavra ‘marginal’ é um inimigo que a gente pretende resistir até que ele fuja de nós” Sérgio Verine

A banda lançou na última sexta-feira (14) seu single de estreia: o nome da faixa é A Lista (2022) e já está disponível em todas as plataformas digitais. Quer conferir este trabalho da banda? Basta clicar abaixo.



"O nome da banda é uma referência direta ao Cristo dos Evangelhos. Alguém que veio numa condição à margem de tudo que a sociedade poderia desejar como algo bom. Mais um na classe dos excluídos do poder, da riqueza e dos privilégios”. Sérgio Verine

Segundo a própria banda, o single de estreia fala sobre amor. Mas não, aqui não é aquela balada melosa para uma serenata ou aquela letra melosa dos pagodes dos anos 90 que ajudam a encantar qualquer pessoa que tentamos conquistar, aqui é o amor difícil: amor ao próximo.


Mas a mensagem ainda vai além: o amor ao próximo da música não se refere apenas às pessoas fáceis de amar como amigos, familiares e colegas, a banda fala do amor difícil, de amar o inimigo, de amar as pessoas distantes, as pessoas que precisam do amor por serem rejeitadas, as pessoas que nos tratam mal e nos odeiam.


“Amor estranho, ‘Otarizado’, ignorado, inaceitável... amor não romântico, sem cupido, sem Eros. Um tipo de amor destinado a quem gostaríamos de, por natureza, cantar um medley a la Tarantino feito com ‘Canção da vingança’ do Titãs, ‘Beijinho no ombro’ da Valesca Popozuda e ‘Sabor de mel’ da Damares. Uma estreia com o pé na porta do clichê para gritar em alto e bom som o escândalo, a loucura, as subversões daquele Judeu Marginal que dividiu a história antes e depois de si, nos deixando o mais desafiante dos mandamentos: ame o inimigo.” Sérgio Verine

A formação da banda Judeu Marginal é composta por:


Sergio Verine - Bateria EJ - Guitarra Letícia Moraes - Vocais


O projeto é formado por um power trio, porém Sergio Verine já deixou claro que em seus shows não contarão com material pré-gravado: haverá a participação de um baixista contratado, amigo do trio para estas apresentações.


A mixagem e masterização do single são assinadas por Jorge Guerreiro, envolvido na produção de grandes nomes do Rock nacional como Sepultura, Titãs, Pitty, NX Zero, Matanza, Strike entre outros.





Quer saber mais sobre a banda Judeu Marginal? Basta clicar nos links abaixo.


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